Software Livre no Comitê Gestor de Internet

Em maio de 1995, o Ministério das Comunicações (MC) e o Ministério da
Ciência e Tecnologia (MCT) deram um grande passo para o desenvolvimento
da Internet no Brasil. Para tornar efetiva a participação da Sociedade
nas decisões envolvendo a implantação, administração e uso da Internet,
estaria sendo constituído um Comitê Gestor (CG), que contaria com a
participação do MC e MCT, entidades operadoras e gestoras de espinhas
dorsais, representantes de provedores de acesso ou de informações,
representantes de usuários e comunidade acadêmica.

O Comitê Gestor da Internet do Brasil foi criado a partir da
necessidade de coordenar e integrar todas as iniciativas de serviços
Internet no país e com o objetivo de assegurar qualidade e eficiência
dos serviços ofertados, assegurar justa e livre competição entre
provedores e garantir a manutenção de adequados padrões de conduta de
usuários e provedores.

As principais atribuições deste comitê são: fomentar o desenvolvimento
de serviços Internet no Brasil; recomendar padrões e procedimentos
técnicos e operacionais; coordenar a atribuição de endereços Internet,
o registro de nomes de domínios, e a interconexão de espinhas dorsais,
além de coletar, organizar e disseminar informações sobre os serviços
Internet.

O Registro.br é o sistema de inscrição de domínios da internet
brasileira. Um dos mais organizados do mundo. Sua estabilidade e
segurança vêm também – além da alta qualificação de seus técnicos – da
opção pelo uso de Software Livre em seus servidores.

Este ano o Comitê Gestor da Internet no Brasil reorganizou o modelo de
governança da rede e, pela primeira vez, irá eleger os representantes
da sociedade democraticamente. Antigamente os nomes dos representantes
do Comitê eram indicados diretamente pelo Governo.

O Brasil ocupa a oitava posição em relação ao número de hosts.
Ultrapassando a França, Austrália, Dinamarca, Espanha e outros, o
Brasil está perto de países como Canadá, Alemanha e Reino Unido,
podendo ser, nos próximos anos, o terceiro ou o quarto maior país em
presença de servidores permanentemente conectados à rede mundial de
computadores. Grandes avanços realizados nos últimos anos consolidaram
o Software Livre como uma alternativa real de desenvolvimento
tecnológico para o País.

Agora, pela primeira vez, a comunidade de Software Livre brasileira
clama por um representante do terceiro setor no Comitê Gestor. Este
representante é Mário Luís Teza. Teza é um dos personagens históricos
do movimento Software Livre no Rio Grande do Sul e no Brasil e ainda
hoje é um dos principais articuladores do movimento.

Teza foi dirigente da Fenadados, presidente da CUT metropolitana e do
SINDPPD-RS e vice-presidente da empresa pública de informática do Rio
Grande do Sul, a PROCERGS. Participa do Consórcio de desenvolvedores e
usuários de Software Livre da América Latina e Caribe da Unesco. Foi um
dos idealizadores do Fórum Internacional de Software Livre, atualmente
em sua quinta edição. Atualmente Mario Teza é Gerente Regional da
DATAPREV no Rio Grande do Sul e participa do Comitê Gestor Provisório
da Internet. Colaborou imensamente para criar este modelo democrático
que é um exemplo de governança a ser seguido pelo mundo.

Há na internet um site de apoio a Mario Teza, cujo objetivo é
mostrar a força do movimento em prol da democracia na Internet. É
possível apoiar os esforços da comunidade Software Livre, representada
por Mario Teza apenas preenchendo seu nome e entidade.

Já assinaram o apoio pessoas como a Vereadora Elena Bonumá de Porto
Alegre, os Deputados Estaduais Elvino José Bohn Gass e Pedro Chiovetti,
além de Hermano Vianna, irmão de Herbert Vianna e Fernando Morais,
escritor.

Assinaturas vindas do Ministério da Cultura, Ministério do Planejamento
e Ministério da Saúde; de empresas como Sun, SERPRO – Serviço Federal
de Processamento de Dados, PROCERGS, Red Hat e DATAPREV; universidades
como UFRGS, UnB, UFBA, UnilesteMG, UFRN, UNAMA – Universidade da
Amazônia, UFSC, UNISINOS, Universidade Estadual de Montes Claros MG,
UERJ e UNISC engrossam a lista de apoiadores.

Há ainda o apoio de inúmeras comunidades de usuários, membros da
Pastoral da Juventude, do movimento negro e de inúmeros sindicatos e
associações que já assinaram a lista. Além disso, países como México e
Peru também se fizeram presentes.

“Popularizar um assunto que todo mundo vivencia, mas ninguém discute”.
Estas são as palavras de Mario Teza, quando fala da sua visão para as
eleições. “Associações de Bairros, rádios comunitárias, comunidade
indígena, movimento negro, ecologistas e intelectuais. É isso que está
sendo legal na campanha. Conseguimos agregar em torno do tema um
público que não é um público de TI, mas é também um público ao qual o
tema interessa e interfere em suas vidas”, conclui.

Se você deseja que a Internet no Brasil continue a crescer como têm acontecido nos últimos anos, dê o seu apoio.

Leave a Reply

You must be logged in to post a comment.