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	<title>WebYES! Internet Re-think &#187; aemp</title>
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	<description>Web2.0 &#038; ICT Blog - Giovani Spagnolo - Porto Alegre - Roma</description>
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		<title>CaracterÃ­sticas dos LÃ­deres &#8221;Open Source&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Oct 2007 14:01:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Para alcanÃ§ar o sucesso, um projeto Software Livre (ou Open Source), requer basicamente uma lideranÃ§a natural confiÃ¡vel e uma organizaÃ§Ã£o coerente com a natureza do processo de desenvolvimento. Na maioria dos casos, apesar de ser um programador que comeÃ§a tentando resolver um problema particular atravÃ©s da implementaÃ§Ã£o de um software, o lÃ­der Open Source ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para alcanÃ§ar o sucesso, um projeto Software Livre (ou Open Source), requer basicamente uma lideranÃ§a natural confiÃ¡vel e uma organizaÃ§Ã£o coerente com a natureza do processo de desenvolvimento.</p>
<p>Na maioria dos casos, apesar de ser um programador que comeÃ§a tentando resolver um problema particular atravÃ©s da implementaÃ§Ã£o de um software, o lÃ­der Open Source ao longo do tempo programa cada vez menos. Entre suas principais atribuiÃ§Ãµes de lideranÃ§a podemos destacar: dar uma visÃ£o ao projeto; assegurar-se que o projeto esteja dividido em pedaÃ§os pequenos e bem definidos (mÃ³dulos), os quais um indivÃ­duo poderÃ¡ responsabilizar-se em implementar sem interferir nas outras tarefas do projeto; atrair mais programadores e, por Ãºltimo, mas nÃ£o menos importante, manter o projeto unido, ou seja, prevenir que seja abandonado ou que aconteÃ§a um â€œforkâ€ (ramificaÃ§Ã£o do projeto que acaba originando um novo projeto derivado com caracterÃ­sticas e funcionalidades de sistema similares Ã quele original, que usa geralmente como base os cÃ³digos fonte jÃ¡ existentes, mas com uma nova lideranÃ§a).</p>
<p>O lÃ­der, ao comeÃ§ar seu projeto, deve estar apto a apresentar uma quantidade suficiente de cÃ³digo que permita uma reaÃ§Ã£o por parte da comunidade onde estÃ¡ inserido. A soluÃ§Ã£o inicial nÃ£o precisa estar funcionando corretamente e pode conter diversos erros. O que Ã© preciso Ã© convencer de que o seu programa tem potencial para fazer bem aquilo que se propÃµe a fazer. TambÃ©m Ã© importante que o programador lÃ­der nÃ£o realize a maior parte do trabalho inicial sozinho, e que deixe tarefas desafiadoras para que outros programadores as realizem. Podemos dizer que Ã© relativamente mais fÃ¡cil atrair os colaboradores ao inÃ­cio do projeto porque, caso haja sucesso, surgirÃ£o novos interessados e usuÃ¡rios, e as colaboraÃ§Ãµes dadas ao inÃ­cio do projeto serÃ£o mais visÃ­veis e valorizadas dentro da comunidade. A verdade Ã© que um projeto Open Source necessita de um desafio constante, caso contrÃ¡rio nÃ£o haverÃ£o interessados em participar de um projeto cuja lideranÃ§a seja passiva diante dos obstÃ¡culos que se apresentam.</p>
<p>Outro aspecto determinante no sucesso de um projeto Open Source parece ser a natureza de sua lideranÃ§a. As estruturas de governanÃ§a variam muito de projeto a projeto. Em diversos casos, como no desenvolvimento do Linux por exemplo, existe apenas uma lideranÃ§a, sem disputa. Ao mesmo tempo em que algumas tomadas de decisÃ£o sÃ£o delegados a outras pessoas, uma forte centralizaÃ§Ã£o da autoridade caracteriza este tipo de projeto. Enquanto o lÃ­der estiver tomando as decisÃµes corretas, contentando e valorizando o trabalho geral da equipe, continuarÃ¡ a receber o apoio incondicional de seus seguidores. Existem outros casos, como o desenvolvimento do Apache Web Server, onde existe um comitÃª que resolve as disputas internas atravÃ©s de votos ou consenso geral.</p>
<p>Apesar das diferenÃ§as nos tipos de governanÃ§a, os lÃ­deres de projetos livres tÃªm diversas caracterÃ­sticas em comum. A maioria deles sÃ£o programadores que iniciaram escrevendo o cÃ³digo inicial do sistema, ou realizaram alguma importante contribuiÃ§Ã£o no inÃ­cio do projeto e, mesmo nÃ£o fazendo mais colaboraÃ§Ãµes a nÃ­vel de cÃ³digo e tendo agora tarefas mais amplas de gerenciamento, consideram aquela experiÃªncia inicial como fundamental para dar-lhes a credibilidade necessÃ¡ria para liderar o projeto.</p>
<p>Mas o que uma lideranÃ§a de um projeto Open Source realmente faz? AtravÃ©s de uma primeira anÃ¡lise podemos dizer que a natureza quase anÃ¡rquica de evoluÃ§Ã£o destes modelos deixam pouco espaÃ§o para a existÃªncia de uma lideranÃ§a. Essa anÃ¡lise, entretanto, Ã© equivocada. Em primeiro lugar, como jÃ¡ descrito, o lÃ­der define a visÃ£o do projeto. Se o lÃ­der Ã© respeitado pelos colaboradores e se a sua visÃ£o Ã© convincente, as expectativas de sucesso sÃ£o positivas. Em segundo lugar, mesmo que os participantes sejam livres para levar o projeto pelos caminhos que quiserem (pois todos possuem o cÃ³digo fonte), a aceitaÃ§Ã£o ou rejeiÃ§Ã£o de modificaÃ§Ãµes ou adiÃ§Ãµes no sistema por parte do lÃ­der do projeto provÃª uma certa forma de certificaÃ§Ã£o de qualidade do produto final, mantendo a integraÃ§Ã£o e compatibilidade com o resto do projeto.</p>
<p>Acima de tudo, os programadores devem acreditar na sua lideranÃ§a. Devem acreditar que os objetivos propostos pelo lÃ­der sÃ£o convergentes com os seus, e que nÃ£o estejam contaminados nem influenciados por opiniÃµes e decisÃµes polÃ­ticas, comerciais ou que promovam o â€œegoâ€ do lÃ­der. A confianÃ§a na lideranÃ§a Ã© tambÃ©m a chave para prevenÃ§Ã£o de um fork do projeto. A presenÃ§a de um lÃ­der carismÃ¡tico reduz a probabilidade de divisÃ£o do projeto em ao menos duas maneiras: os colaboradores indecisos ficam mais propensos a seguir as alternativas do lÃ­der, e a facÃ§Ã£o dissidente pode nÃ£o ter um lÃ­der natural com o mesmo nÃ­vel de carisma do original, desencorajando adesÃµes ao fork.</p>
<p>Por fim, uma boa lideranÃ§a deve claramente comunicar os objetivos e procedimentos de avaliaÃ§Ã£o do projeto. De fato organizaÃ§Ãµes Open Source optam por fazer a natureza de seu processo de tomada de decisÃ£o o mais transparente possÃ­vel: o processo pelo qual um comitÃª avalia novas propostas de soluÃ§Ãµes Ã© freqÃ¼entemente enviado Ã  uma lista de correio eletrÃ´nico e todas mensagens sÃ£o arquivadas.</p>
<p>Como em empresas tradicionais, percebe-se que muito da probabilidade de sucesso ou fracasso de uma iniciativa no mundo livre depende da postura tomada pelas pessoas que estÃ£o Ã  frente do processo. Atitude.</p>
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		<title>WebYES! Internet Systems</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jan 2007 07:10:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giovani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O antigo site da WebYES! Internet Systems agora estÃ¡ em http://www.webyes.com.br/2004/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">O antigo site da WebYES! Internet Systems agora estÃ¡ em <strong><a href="http://www.webyes.com.br/2004/" title="WebYES! Internet Systems" target="_blank" class="liinternal">http://www.webyes.com.br/2004/</a></strong></p>
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		<title>Desenvolvimento SustentÃ¡vel de Sistemas</title>
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		<pubDate>Thu, 12 May 2005 15:56:43 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um dos desafios apresentados Ã s empresas e governos que hoje adotam GNU/Linux e as tecnologias abertas Ã©, sem dÃºvidas, como estabelecer um processo de desenvolvimento sustentÃ¡vel de softwares livres. Como regra geral, os programadores de software participam voluntariamente de projetos Open Source e, dependendo de suas contribuiÃ§Ãµes, envolvem-se com mais ou menos profundidade no projeto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos desafios apresentados Ã s empresas e governos que hoje adotam<br />
GNU/Linux e as tecnologias abertas Ã©, sem dÃºvidas, como estabelecer um<br />
processo de desenvolvimento sustentÃ¡vel de softwares livres.</p>
<p>Como regra geral, os programadores de software participam<br />
voluntariamente de projetos Open Source e, dependendo de suas<br />
contribuiÃ§Ãµes, envolvem-se com mais ou menos profundidade no projeto do<br />
sistema e em sua estrutura de tomada de decisÃµes. Estes projetos nascem<br />
e organizam-se naturalmente. A participaÃ§Ã£o no projeto do software Ã©<br />
voluntÃ¡ria e, a princÃ­pio, nÃ£o prevÃª recompensas financeiras a seus<br />
participantes. Ao contrÃ¡rio de projetos de software tradicionais, os<br />
projetos livres nÃ£o comeÃ§am analisando as necessidades dos usuÃ¡rios<br />
finais, mas partem de uma idÃ©ia ou soluÃ§Ã£o de um problema especÃ­fico<br />
que um desenvolvedor resolveu implementar. O projeto comeÃ§a com a<br />
publicaÃ§Ã£o de seus objetivos e um cÃ³digo fonte original, base da<br />
soluÃ§Ã£o. Se o projeto mostrar-se interessante, mais desenvolvedores<br />
aparecerÃ£o e se juntarÃ£o Ã  equipe do projeto. Se o projeto cresce,<br />
provavelmente organiza-se uma estrutura na qual existe um mantenedor ou<br />
uma equipe nÃºcleo, que Ã© responsÃ¡vel por fazer as decisÃµes crÃ­ticas a<br />
respeito do futuro do projeto. Em uma estrutura assim, existem diversas<br />
formas de colaboraÃ§Ã£o no projeto, desde pessoas que apenas fazem testes<br />
e sugerem novas funcionalidades, passando por pessoas que apenas<br />
corrigem bugs ou documentam o projeto, atÃ© chegar Ã queles que<br />
verdadeiramente escrevem o sistema. As formas de comunicaÃ§Ã£o preferidas<br />
sÃ£o o e-mail, listas de discussÃ£o e salas de conversaÃ§Ã£o IRC (Internet<br />
Relay Chat).</p>
<p>A comparaÃ§Ã£o entre um bazar e a construÃ§Ã£o de uma catedral Ã© comumente<br />
usada como exemplo para ilustrar este tipo de desenvolvimento<br />
colaborativo. Nesta comparaÃ§Ã£o, o desenvolvimento de softwares livres<br />
se assemelha muito Ã  organizaÃ§Ã£o de um bazar.</p>
<p>Na sua obra entitulada â€œA Catedral e o Bazarâ€, Eric S. Raymond defende que:</p>
<p>Dada uma base grande o suficiente de beta-testers e co-desenvolvedores,<br />
praticamente todo problema serÃ¡ caracterizado rapidamente e a soluÃ§Ã£o<br />
serÃ¡ Ã³bvia para alguÃ©m. Ou, menos formalmente, â€œDados olhos<br />
suficientes, todos os erros sÃ£o triviais.â€ Eu chamo isso de: â€œLei de<br />
Linusâ€. Minha formulaÃ§Ã£o original foi que todo problema â€œserÃ¡<br />
transparente para alguÃ©mâ€. Linus objetou que a pessoa que entende e<br />
conserta o problema nÃ£o Ã© necessariamente ou mesmo freqÃ¼entemente a<br />
pessoa que primeiro o caracterizou. â€œAlguÃ©m acha o problema,â€ ele diz,<br />
â€œe uma outra pessoa o entende. E eu deixo registrado que achar isto Ã© o<br />
grande desafioâ€.<br />
EstÃ¡ claro que ninguÃ©m pode codificar desde o inÃ­cio no estilo bazar.<br />
AlguÃ©m pode testar, achar erros e aperfeiÃ§oar no estilo bazar, mas<br />
seria muito difÃ­cil originar um projeto no estilo bazar. Linus nÃ£o<br />
tentou isto. Eu tambÃ©m nÃ£o. A sua comunidade nascente de<br />
desenvolvedores precisa ter algo executÃ¡vel e passÃ­vel de testes para<br />
utilizar.</p>
<p>Quando vocÃª comeÃ§a a construÃ§Ã£o de uma comunidade, o que vocÃª precisa<br />
ter capacidade de apresentar Ã© uma promessa plausÃ­vel. Seu programa nÃ£o<br />
precisa funcionar particularmente bem. Ele pode ser grosseiro, cheio de<br />
erros, incompleto, e pobremente documentado. O que nÃ£o pode deixar de<br />
fazer Ã© convencer co-desenvolvedores em potencial de que ele pode<br />
evoluir para algo realmente elegante em um futuro prÃ³ximo.</p>
<p>Isso significa que um dos pontos iniciais para o desenvolvimento de um<br />
modelo auto-sustentÃ¡vel de negÃ³cios em software livre Ã© a existÃªncia de<br />
uma comunidade interessada no constante desenvolvimento dos produtos<br />
livres e lideranÃ§as naturais dentro destes projetos. A partir daÃ­, Ã©<br />
preciso estabelecer um relacionamento empresa-comunidade de forma em<br />
que todos saiam ganhando. As empresas podem decidir por exemplo<br />
contratar desenvolvedores de software livre para customizaÃ§Ã£o interna<br />
dos seus projetos, e os permitir colaborar paralelamente com outros<br />
projetos Open Source. O importante dentro de uma empresa â€œamigaâ€ da<br />
comunidade Ã© que ela saiba reconhecer o valor de seus colaboradores<br />
e/ou eventuais voluntÃ¡rios de projeto, ao mesmo tempo em que devolve Ã <br />
comunidade o produto (ou ao menos uma boa parte dele) final deste<br />
esforÃ§o conjunto, para que o ciclo de desenvolvimento colaborativo<br />
continue funcionando de forma saudÃ¡vel.</p>
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		<title>Tipos de Software</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Apr 2005 15:52:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giovani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gostaria de esclarecer nesta coluna um ponto de dÃºvida de muitas pessoas quando fala-se sobre Software Livre. Quando um software Ã© livre e quando nÃ£o Ã©, quando um Software Livre nÃ£o Ã© sinÃ´nimo de software gratuito, e quando Ã©. Analisemos a seguinte classificaÃ§Ã£o: Software Livre ou Open Source: O cÃ³digo fonte do software Ã© distribuÃ­do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de esclarecer nesta coluna um ponto de dÃºvida de muitas<br />
pessoas quando fala-se sobre Software Livre. Quando um software Ã© livre<br />
e quando nÃ£o Ã©, quando um Software Livre nÃ£o Ã© sinÃ´nimo de software<br />
gratuito, e quando Ã©. Analisemos a seguinte classificaÃ§Ã£o:</p>
<p><u><strong>Software Livre ou Open Source:</strong></u> O cÃ³digo fonte do software<br />
Ã© distribuÃ­do e os termos de licenÃ§a permitem que o software seja<br />
modificado e redistribuÃ­do com as mesmas liberdades do software<br />
original. Essa abertura e liberdades previnem a comercializaÃ§Ã£o<br />
proprietÃ¡ria. Programas que usarem o cÃ³digo fonte livre deverÃ£o<br />
sujeitar-se aos termos originais da licenÃ§a aberta. Exemplos deste tipo<br />
de software livre sÃ£o o kernel Linux e o servidor web Apache.</p>
<p><u><strong>Software Livre Comercial:</strong></u> A engenharia do software usada<br />
por um software livre nÃ£o exclui a possibilidade de que este venha<br />
usado comercialmente. Software livre pode, tambÃ©m, ser distribuÃ­do<br />
mediante pagamento. Entretanto, essa prÃ¡tica perde muito de seu efeito<br />
pelo fato de que, a princÃ­pio, qualquer um pode distribuir um software<br />
livre tambÃ©m gratuitamente. Esta categoria inclui modelos de negÃ³cios<br />
em software livre que sÃ£o baseados em serviÃ§os de valor agregado, como<br />
empacotamento e venda de diversos softwares livres integrados<br />
(distribuiÃ§Ãµes Linux) e outros que geram receita com serviÃ§os<br />
complementares Ã  esta atividade, como venda de hardware especÃ­fico,<br />
serviÃ§os e customizaÃ§Ã£o de software. Exemplos: distribuiÃ§Ãµes como Red<br />
Hat Enterprise, Mandrake.</p>
<p><u><strong>Freeware:</strong></u> No caso de um freeware, o cÃ³digo fonte nÃ£o estÃ¡<br />
disponÃ­vel; ele Ã© distribuÃ­do na sua forma binÃ¡ria (programa<br />
executÃ¡vel) e nÃ£o pode ser modificado. Entretanto, pode ser copiado e<br />
distribuÃ­do gratuitamente. Exemplos: plugins e leitores como Adobe<br />
Acrobat Reader e Real Player.</p>
<p><strong><u>Shareware e Software ProprietÃ¡rio/Comercial:</u></strong> Um<br />
software proprietÃ¡rio/comercial Ã© distribuÃ­do sem seu cÃ³digo fonte. Ã‰<br />
normalmente comercializado sob termos de uma licenÃ§a de uso. Essa<br />
licenÃ§a define uma sÃ©rie de termos os quais o usuÃ¡rio deve respeitar<br />
para estar habilitado a usar o software. Porque o cÃ³digo fonte nÃ£o estÃ¡<br />
acessÃ­vel, Ã© tecnicamente impossÃ­vel modificar o software. Exemplos:<br />
Microsoft Windows e Winzip.</p>
<p>Estas quatro categorias de software refletem quatro grupos ideais de<br />
divisÃ£o. Na realidade, porÃ©m, nem sempre podemos dividir os softwares<br />
exatamente desta forma. Existem diversos mÃ©todos de distribuiÃ§Ã£o e<br />
possibilidades de acesso ao cÃ³digo fonte. Por exemplo, Ã© possÃ­vel<br />
existir um software que permita ser usado gratuitamente, mas peÃ§a em<br />
troca uma doaÃ§Ã£o voluntÃ¡ria. Softwares shareware podem ser usados por<br />
algum tempo gratuitamente e depois devem ser licenciados. AtÃ© mesmo no<br />
caso de softwares proprietÃ¡rios o cÃ³digo fonte pode estar â€œacessÃ­velâ€.<br />
A iniciativa â€œShared Sourceâ€ da Microsoft Ã© um exemplo. A Microsoft<br />
permite que clientes, parceiros e governos tenham acesso ao fonte de<br />
seus produtos. Isso porÃ©m, sem poder modificÃ¡-los e redistribuÃ­-los.</p>
<p>NÃ£o esqueÃ§amos, entretanto, que a Ãºnica categoria que permite acesso Ã s<br />
liberdades defendidas pela Free Software Foundation (<a href="http://www.fsf.org" class="liexternal">www.fsf.org</a>) e<br />
pela Open Souce Initiative (<a href="http://www.opensource.org" class="liexternal">www.opensource.org</a>) Ã© aquela do <strong>Software Livre ou Open Source</strong>.</p>
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		<title>As Mulheres que Lutam pelo Software Livre</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2004 16:04:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giovani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Temos visto jÃ¡ a algum tempo que as mulheres comeÃ§am a obter seus espaÃ§os dentro das empresas. NÃ£o temos dÃºvidas de que sÃ£o competentes, dedicadas e tÃ£o produtivas quanto os homens. Mas estudos jÃ¡ demonstraram que existem algumas Ã¡reas mais receptivas Ã  elas do que outras. E todos sabemos que a Ã¡rea da Tecnologia da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Temos visto jÃ¡ a algum tempo que as mulheres comeÃ§am a obter seus<br />
espaÃ§os dentro das empresas. NÃ£o temos dÃºvidas de que sÃ£o competentes,<br />
dedicadas e tÃ£o produtivas quanto os homens. Mas estudos jÃ¡<br />
demonstraram que existem algumas Ã¡reas mais receptivas Ã  elas do que<br />
outras. E todos sabemos que a Ã¡rea da Tecnologia da InformaÃ§Ã£o Ã© uma<br />
dessas Ã¡reas que, tradicionalmente, sofre da carÃªncia de mulheres.<br />
PorÃ©m, algo vem sendo construÃ­do para mudar este panorama. E a<br />
iniciativa parte das prÃ³prias mulheres, com Software Livre.</p>
<p>Tudo comeÃ§ou no Projeto Software Livre RS[1], quando em junho de 2003<br />
nasceu o Projeto Software Livre Mulheres[2]. Inicialmente idealizado<br />
por Loimar Vianna e Fernanda Weiden, hoje Ã© uma articulaÃ§Ã£o horizontal<br />
nacional de gÃªnero do Projeto Software Livre Brasil[3]. Segundo a<br />
prÃ³pria Loimar e Fernanda, â€Nosso grupo pretende ser um agente de uma<br />
comunidade acessÃ­vel a todos os nÃ­veis de usuÃ¡rios, e tenta mostrar a<br />
outros grupos que tratam questÃµes de gÃªnero, que a inclusÃ£o digital dos<br />
seus pÃºblicos-alvo tambÃ©m deve ser uma preocupaÃ§Ã£o. Esse grupo nÃ£o foi<br />
criado com ideais separatistas, tampouco proÃ­be a participaÃ§Ã£o de quem<br />
quer que seja. A participaÃ§Ã£o Ã© livre, mas a discussÃ£o Ã© sempre a<br />
questÃ£o de gÃªnero na comunidade. E muitos homens se interessam por este<br />
temaâ€.</p>
<p>De fato homens e mulheres de diversas idades e profissÃµes interessam-se<br />
e procuram o projeto para se informar. E nÃ£o sÃ³ no Brasil. HÃ¡ tambÃ©m um<br />
grupo articulado na Argentina (PSL Mujeres) e duas listas de discussÃ£o,<br />
abertas, uma em portuguÃªs[4] e outra em espanhol[5].</p>
<p>Como iniciativas, o projeto jÃ¡ realizou o I Encontro Mulheres e<br />
Software Livre, que aconteceu de 3 e 5 de junho de 2004, em Porto<br />
Alegre, durante o 5Â° FÃ³rum Internacional Software Livre, com o apoio da<br />
Unesco e do Cipsga (o resumo das palestras pode ser encontrado no<br />
portal[6]). Recentemente, em conjunto com o Coletivo Lua Nova, as<br />
mulheres estÃ£o engajadas na abertura do Telecentro Feminista em Porto<br />
Alegre/RS[7]. No dia 20 de agosto de 2004 foi realizado um seminÃ¡rio<br />
preparatÃ³rio no Santander Cultural que contou com o apoio da Unesco<br />
Mercosur e vÃ¡rios parceiros. Trata de um &#8220;Telecentro&#8221; da RUTEL &#8211; Rede<br />
UNESCO de Telecentros Livres. O objetivo do telecentro temÃ¡tico Ã©<br />
democratizar as tecnologias de informaÃ§Ã£o, utilizando Software Livre,<br />
promovendo o fortalecimento de Redes de Economia SolidÃ¡ria, Democracia<br />
Participativa e GÃªnero num desafio a inclusÃ£o digital. Se propÃµe a ser<br />
um espaÃ§o de capacitaÃ§Ã£o de mulheres. A fase atual Ã© de capacitaÃ§Ã£o das<br />
monitoras. A previsÃ£o de inauguraÃ§Ã£o do telecentro temÃ¡tico Ã© setembro<br />
de 2004.</p>
<p>Enfim, iniciativas como essas sÃ£o dignas de aplausos e apoio. Ã‰ preciso<br />
encontrar sempre novas formas de combater a exclusÃ£o social e digital,<br />
engajando-se em Projetos e Iniciativas sÃ©rias, que tragam resultados<br />
reais. Loimar finaliza dizendo que â€œQueremos chamar a atenÃ§Ã£o e<br />
conscientizar que nÃ£o Ã© esperando que se consegue os espaÃ§os.<br />
Historicamente sofremos uma sÃ©rie de discriminaÃ§Ãµes por fatores<br />
culturais e sociais, principalmente dentro da Ã¡rea tecnologica. O<br />
movimento conta com o apoio de parceiros pÃºblicos e privados para<br />
concretizar os projetos, alÃ©m da iniciativa e colaboraÃ§Ã£o de quem mais<br />
se interessar e quiser ajudar voluntariamenteâ€.</p>
<p>[1] <a href="http://psl-rs.softwarelivre.org" class="liexternal">http://psl-rs.softwarelivre.org</a><br />
[2] <a href="http://mulheres.softwarelivre.org" class="liexternal">http://mulheres.softwarelivre.org</a><br />
[3] <a href="http://www.softwarelivre.org" class="liexternal">http://www.softwarelivre.org</a><br />
[4] <a href="http://listas.softwarelivre.org/cgi-bin/mailman/listinfo/psl-mulheres" class="liexternal">http://listas.softwarelivre.org/cgi-bin/mailman/listinfo/psl-mulheres</a><br />
[5] <a href="http://listas.softwarelivre.org/cgi-bin/mailman/listinfo/psl-mujeres" class="liexternal">http://listas.softwarelivre.org/cgi-bin/mailman/listinfo/psl-mujeres</a><br />
[6] <a href="http://portal.softwarelivre.org/news/2343" class="liexternal">http://portal.softwarelivre.org/news/2343</a><br />
[7] <a href="http://mulheres.softwarelivre.org/news/2862" class="liexternal">http://mulheres.softwarelivre.org/news/2862</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Um balanÃ§o sobre a Lei do Software Livre</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2004 16:03:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giovani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos nÃ³s estamos aprendendo um pouco mais sobre o Direito. Lei 11.871/02 do Rio Grande do Sul: indicava a preferÃªncia do uso e adoÃ§Ã£o de software livre pelo Estado. No dia 15 de abril o STF (Supremo Tribunal Federal) deferiu uma liminar em AÃ§Ã£o Direta de Inconstitucionalidade (ADI 3059), suspendendo os efeitos desta lei. Esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos nÃ³s estamos aprendendo um pouco mais sobre o Direito. Lei<br />
11.871/02 do Rio Grande do Sul: indicava a preferÃªncia do uso e adoÃ§Ã£o<br />
de software livre pelo Estado. No dia 15 de abril o STF (Supremo<br />
Tribunal Federal) deferiu uma liminar em AÃ§Ã£o Direta de<br />
Inconstitucionalidade (ADI 3059), suspendendo os efeitos desta lei.</p>
<p>Esse assunto Ã© matÃ©ria atual nos veÃ­culos de TI, e um prato cheio para<br />
os defensores do modelo de Software ProprietÃ¡rio. No entanto, me<br />
pergunto se o que aconteceu Ã© realmente ruim para o futuro do Software<br />
Livre, ou se Ã© possÃ­vel tirar novas liÃ§Ãµes que fortaleÃ§am ainda mais o<br />
movimento.</p>
<p>AtÃ© o final do ano de 2002 era preciso &#8211; de forma urgente &#8211; corrigir um<br />
vÃ­cio das administraÃ§Ãµes pÃºblicas. AlÃ©m disso, o Software Livre estava<br />
mostrando sua cara e precisava de exposiÃ§Ã£o. Os Ã³rgÃ£os pÃºblicos<br />
entendiam Ã quela Ã©poca que em processos licitatÃ³rios sÃ³ era possÃ­vel<br />
adquirir softwares â€œde caixinhaâ€ e, assim, negavam-se a dar atenÃ§Ã£o aos<br />
produtos de cÃ³digo livre. Enquanto esteve em vigor, a Lei 11.871 de 19<br />
de dezembro de 2002 cumpriu no que pÃ´de seu papel, informando muitos<br />
governantes dos benefÃ­cios e da viabilidade do uso de Software Livre em<br />
suas administraÃ§Ãµes. Infelizmente neste ano de 2004 alguns pontos da<br />
lei foram julgados como ferindo princÃ­pios da ConstituiÃ§Ã£o, segundo a<br />
visÃ£o dos ministros do STF. Talvez a pressa tenha sido inimiga da<br />
perfeiÃ§Ã£o, literalmente.</p>
<p>Acredito, no entanto, que a verdadeira batalha judicial que o movimento<br />
Software Livre deve travar seja contra o absurdo que encontramos<br />
diariamente ao abrir um jornal e ler os avisos para licitaÃ§Ã£o de<br />
softwares. Exige-se â€œWindows XPâ€ ao invÃ©s de um â€œSistema Operacionalâ€,<br />
â€œMicrosoft Wordâ€ ao invÃ©s de â€œProcessador de Textoâ€, â€œOffice XPâ€ ao<br />
invÃ©s de â€œSuÃ­te de Aplicativos de EscritÃ³rioâ€. Nestas licitaÃ§Ãµes Ã© que<br />
vemos claramente o quÃ£o dependente ainda somos das tecnologias<br />
proprietÃ¡rias estrangeiras. Esta sim Ã© a prÃ¡tica que impede a livre<br />
competiÃ§Ã£o, que restringe mercados e abafa o desenvolvimento<br />
tecnolÃ³gico no Brasil.</p>
<p>Somos fadados a importar softwares enlatados e traduzi-los com nosso<br />
prÃ³prio dinheiro para utilizÃ¡-los no Brasil, obviamente pagando ainda<br />
os royalties para cada cÃ³pia a ser utilizada. Em um modelo de Software<br />
Livre, diversas empresas poderiam capacitar-se a dar suporte,<br />
treinamento e manutenÃ§Ã£o em qualquer tipo de software. O que seria bom<br />
para a economia, pois o mercado tornaria-se mais amplo e competitivo;<br />
benÃ©fico para as empresas, pois poderiam possuir em seu portfÃ³lio<br />
produtos que antes nÃ£o possuÃ­am e benÃ©fico para o consumidor final,<br />
pois pagaria mais barato por uma tecnologia melhor e mais segura. Para<br />
serem bem sucedidas estas empresas dependeriam de sua capacidade em<br />
manter serviÃ§os de alta qualidade, com preÃ§o competitivo e maior<br />
capacidade tÃ©cnica de atualizaÃ§Ã£o, gerando cada vez mais empregos na<br />
Ã¡rea.</p>
<p>Software Livre nÃ£o tem nacionalidade, o que tambÃ©m significa a<br />
possibilidade de empresas trazerem para o Brasil (ou levarem daqui)<br />
softwares inovadores que podem ter sido originalmente criados nos<br />
Estados Unidos ou na Ãfrica do Sul. Uma empresa poderia optar por<br />
investir muito capital descobrindo por si mesma como dominar a<br />
tecnologia empregada no software ou, melhor ainda, poderia contratar os<br />
serviÃ§os dos desenvolvedores originais para uma transferÃªncia de<br />
tecnologia mais rÃ¡pida e eficaz. Ã‰ uma relaÃ§Ã£o ganha-ganha, onde cada<br />
parte lucra com o resultado.</p>
<p>O que quero demonstrar Ã© que o modelo de negÃ³cios baseado na filosofia<br />
de Software Livre Ã© benÃ©fico para o PaÃ­s. E Ã© isso que importa tambÃ©m<br />
para o Governo. Se o Brasil fosse um PaÃ­s com grandes empresas de<br />
Software ProprietÃ¡rio, Ã  altura de empresas como a Microsoft, alguÃ©m<br />
poderia argumentar que talvez uma mudanÃ§a para um modelo de Software<br />
Livre pudesse trazer algum tipo de efeito colateral na economia, pois<br />
reduziria consideravelmente as entradas de royalties. Mas todos sabemos<br />
quem realmente ganha com a propriedade intelectual de softwares<br />
atualmente, nÃ£o Ã© mesmo? ADOBE, Macromedia, Corel, EA, Microsoft&#8230;<br />
MonopÃ³lios em seus segmentos de mercado. Todo monopÃ³lio faz mal para a<br />
saÃºde de um PaÃ­s: limita opÃ§Ãµes, aumenta custos e amarra a um<br />
fornecedor. Ã‰ preciso cuidar da saÃºde econÃ´mica do Brasil.</p>
<p>O Projeto Software Livre Brasil emitiu um primeiro comunicado oficial<br />
sobre a decisÃ£o do STF em <a href="http://www.softwarelivre.org/news/2016" class="liexternal">http://www.softwarelivre.org/news/2016</a>. Sua<br />
frase final resume bem as idÃ©ias do modelo livre. â€œSoftware Livre:<br />
Socialmente Justo, Economicamente ViÃ¡vel, Tecnologicamente SustentÃ¡velâ€.</p>
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		<item>
		<title>Software Livre no ComitÃª Gestor de Internet</title>
		<link>http://webyes.com.br/2004/02/14/software-livre-no-comite-gestor-de-internet/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Feb 2004 16:03:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giovani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em maio de 1995, o MinistÃ©rio das ComunicaÃ§Ãµes (MC) e o MinistÃ©rio da CiÃªncia e Tecnologia (MCT) deram um grande passo para o desenvolvimento da Internet no Brasil. Para tornar efetiva a participaÃ§Ã£o da Sociedade nas decisÃµes envolvendo a implantaÃ§Ã£o, administraÃ§Ã£o e uso da Internet, estaria sendo constituÃ­do um ComitÃª Gestor (CG), que contaria com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em maio de 1995, o MinistÃ©rio das ComunicaÃ§Ãµes (MC) e o MinistÃ©rio da<br />
CiÃªncia e Tecnologia (MCT) deram um grande passo para o desenvolvimento<br />
da Internet no Brasil. Para tornar efetiva a participaÃ§Ã£o da Sociedade<br />
nas decisÃµes envolvendo a implantaÃ§Ã£o, administraÃ§Ã£o e uso da Internet,<br />
estaria sendo constituÃ­do um <a href="http://www.cg.org.br/index.htm" class="liexternal">ComitÃª Gestor (CG)</a>, que contaria com a<br />
participaÃ§Ã£o do MC e MCT, entidades operadoras e gestoras de espinhas<br />
dorsais, representantes de provedores de acesso ou de informaÃ§Ãµes,<br />
representantes de usuÃ¡rios e comunidade acadÃªmica.</p>
<p>O ComitÃª Gestor da Internet do Brasil foi criado a partir da<br />
necessidade de coordenar e integrar todas as iniciativas de serviÃ§os<br />
Internet no paÃ­s e com o objetivo de assegurar qualidade e eficiÃªncia<br />
dos serviÃ§os ofertados, assegurar justa e livre competiÃ§Ã£o entre<br />
provedores e garantir a manutenÃ§Ã£o de adequados padrÃµes de conduta de<br />
usuÃ¡rios e provedores.</p>
<p>As principais atribuiÃ§Ãµes deste comitÃª sÃ£o: fomentar o desenvolvimento<br />
de serviÃ§os Internet no Brasil; recomendar padrÃµes e procedimentos<br />
tÃ©cnicos e operacionais; coordenar a atribuiÃ§Ã£o de endereÃ§os Internet,<br />
o registro de nomes de domÃ­nios, e a interconexÃ£o de espinhas dorsais,<br />
alÃ©m de coletar, organizar e disseminar informaÃ§Ãµes sobre os serviÃ§os<br />
Internet.</p>
<p>O <a href="http://registro.br" class="liexternal">Registro.br</a> Ã© o sistema de inscriÃ§Ã£o de domÃ­nios da internet<br />
brasileira. Um dos mais organizados do mundo. Sua estabilidade e<br />
seguranÃ§a vÃªm tambÃ©m â€“ alÃ©m da alta qualificaÃ§Ã£o de seus tÃ©cnicos &#8211; da<br />
opÃ§Ã£o pelo uso de <a href="http://www.softwarelivre.org" class="liexternal">Software Livre</a> em seus servidores.</p>
<p>Este ano o ComitÃª Gestor da Internet no Brasil reorganizou o modelo de<br />
governanÃ§a da rede e, pela primeira vez, irÃ¡ eleger os representantes<br />
da sociedade democraticamente. Antigamente os nomes dos representantes<br />
do ComitÃª eram indicados diretamente pelo Governo.</p>
<p>O Brasil ocupa a oitava posiÃ§Ã£o em relaÃ§Ã£o ao nÃºmero de hosts.<br />
Ultrapassando a FranÃ§a, AustrÃ¡lia, Dinamarca, Espanha e outros, o<br />
Brasil estÃ¡ perto de paÃ­ses como CanadÃ¡, Alemanha e Reino Unido,<br />
podendo ser, nos prÃ³ximos anos, o terceiro ou o quarto maior paÃ­s em<br />
presenÃ§a de servidores permanentemente conectados Ã  rede mundial de<br />
computadores. Grandes avanÃ§os realizados nos Ãºltimos anos consolidaram<br />
o Software Livre como uma alternativa real de desenvolvimento<br />
tecnolÃ³gico para o PaÃ­s.</p>
<p>Agora, pela primeira vez, a comunidade de Software Livre brasileira<br />
clama por um representante do terceiro setor no ComitÃª Gestor. Este<br />
representante Ã© MÃ¡rio LuÃ­s Teza. Teza Ã© um dos personagens histÃ³ricos<br />
do movimento Software Livre no Rio Grande do Sul e no Brasil e ainda<br />
hoje Ã© um dos principais articuladores do movimento.</p>
<p>Teza foi dirigente da Fenadados, presidente da CUT metropolitana e do<br />
SINDPPD-RS e vice-presidente da empresa pÃºblica de informÃ¡tica do Rio<br />
Grande do Sul, a PROCERGS. Participa do ConsÃ³rcio de desenvolvedores e<br />
usuÃ¡rios de Software Livre da AmÃ©rica Latina e Caribe da Unesco. Foi um<br />
dos idealizadores do FÃ³rum Internacional de Software Livre, atualmente<br />
em sua quinta ediÃ§Ã£o. Atualmente Mario Teza Ã© Gerente Regional da<br />
DATAPREV no Rio Grande do Sul e participa do ComitÃª Gestor ProvisÃ³rio<br />
da Internet. Colaborou imensamente para criar este modelo democrÃ¡tico<br />
que Ã© um exemplo de governanÃ§a a ser seguido pelo mundo.</p>
<p>HÃ¡ na internet um site de apoio a <a href="http://www.petitiononline.com/mod_perl/signed.cgi?cgmario" class="liexternal">Mario Teza</a>, cujo objetivo Ã©<br />
mostrar a forÃ§a do movimento em prol da democracia na Internet. Ã‰<br />
possÃ­vel apoiar os esforÃ§os da comunidade Software Livre, representada<br />
por Mario Teza apenas preenchendo seu nome e entidade.</p>
<p>JÃ¡ assinaram o apoio pessoas como a Vereadora Elena BonumÃ¡ de Porto<br />
Alegre, os Deputados Estaduais Elvino JosÃ© Bohn Gass e Pedro Chiovetti,<br />
alÃ©m de Hermano Vianna, irmÃ£o de Herbert Vianna e Fernando Morais,<br />
escritor.</p>
<p>Assinaturas vindas do MinistÃ©rio da Cultura, MinistÃ©rio do Planejamento<br />
e MinistÃ©rio da SaÃºde; de empresas como Sun, SERPRO &#8211; ServiÃ§o Federal<br />
de Processamento de Dados, PROCERGS, Red Hat e DATAPREV; universidades<br />
como UFRGS, UnB, UFBA, UnilesteMG, UFRN, UNAMA â€“ Universidade da<br />
AmazÃ´nia, UFSC, UNISINOS, Universidade Estadual de Montes Claros MG,<br />
UERJ e UNISC engrossam a lista de apoiadores.</p>
<p>HÃ¡ ainda o apoio de inÃºmeras comunidades de usuÃ¡rios, membros da<br />
Pastoral da Juventude, do movimento negro e de inÃºmeros sindicatos e<br />
associaÃ§Ãµes que jÃ¡ assinaram a lista. AlÃ©m disso, paÃ­ses como MÃ©xico e<br />
Peru tambÃ©m se fizeram presentes.</p>
<p>â€œPopularizar um assunto que todo mundo vivencia, mas ninguÃ©m discuteâ€.<br />
Estas sÃ£o as palavras de Mario Teza, quando fala da sua visÃ£o para as<br />
eleiÃ§Ãµes. â€œAssociaÃ§Ãµes de Bairros, rÃ¡dios comunitÃ¡rias, comunidade<br />
indÃ­gena, movimento negro, ecologistas e intelectuais. Ã‰ isso que estÃ¡<br />
sendo legal na campanha. Conseguimos agregar em torno do tema um<br />
pÃºblico que nÃ£o Ã© um pÃºblico de TI, mas Ã© tambÃ©m um pÃºblico ao qual o<br />
tema interessa e interfere em suas vidasâ€, conclui.</p>
<p>Se vocÃª deseja que a Internet no Brasil continue a crescer como tÃªm acontecido nos Ãºltimos anos, dÃª o seu apoio.</p>
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		<item>
		<title>O Xadrez do SÃ©culo XXI</title>
		<link>http://webyes.com.br/2004/01/16/o-xadrez-do-seculo-xxi/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2004 16:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giovani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[NÃ£o hÃ¡ mais volta. O jogo definitivamente jÃ¡ comeÃ§ou, e agora cabe a cada jogador calcular minuciosamente seus movimentos para vencer a partida. Estou falando do grande jogo de xadrez no qual estÃ¡ virado o confronto de ideais da Tecnologia de InformaÃ§Ã£o deste novo sÃ©culo. Software Livre x Software ProprietÃ¡rio. Esses sÃ£o os jogadores. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>NÃ£o hÃ¡ mais volta. O jogo definitivamente jÃ¡ comeÃ§ou, e agora cabe a<br />
cada jogador calcular minuciosamente seus movimentos para vencer a<br />
partida. Estou falando do grande jogo de xadrez no qual estÃ¡ virado o<br />
confronto de ideais da Tecnologia de InformaÃ§Ã£o deste novo sÃ©culo.<br />
Software Livre x Software ProprietÃ¡rio. Esses sÃ£o os jogadores.</p>
<p>A agilidade do Software Livre parece transparecer tambÃ©m quando o<br />
assunto Ã© business. A resistÃªncia do Software ProprietÃ¡rio mostra de<br />
vez a sua cara. Diariamente na mÃ­dia especializada estÃ£o sendo<br />
publicadas as jogadas de cada gigante do mercado de T.I..</p>
<p>A Oracle anuncia investimentos em GNU/Linux, lanÃ§a a campanha â€œLinux<br />
Everywhereâ€ (â€œLinux em todos os lugaresâ€) e diz que vai tomar<br />
providÃªncias para que suas aplicaÃ§Ãµes rodem no browser livre Mozilla. A<br />
empresa pretende aumentar seu suporte a GNU/Linux.</p>
<p>A empresa-Ã­cone do Software ProprietÃ¡rio, Microsoft, move-se tambÃ©m<br />
atravÃ©s de uma nova campanha publicitÃ¡ria. Chamada de â€œGet the Factsâ€<br />
(â€œConheÃ§a os Fatosâ€), a campanha visa apresentar uma sÃ©rie de estudos<br />
de caso e relatÃ³rios que comprovem aos consumidores corporativos que o<br />
Windows tem um melhor custo-benefÃ­cio que o seu concorrente livre.</p>
<p>Mas a Novell Ã© quem parece ser o jogador mais ativo ultimamente. Depois<br />
da aquisiÃ§Ã£o da Ximian, empresa que desenvolve importantes softwares<br />
livres como a interface grÃ¡fica GNOME e o software de correio<br />
eletrÃ´nico Evolution, anuncia a compra da SuSE Linux, por 210 milhÃµes<br />
de dÃ³lares. ApÃ³s este negÃ³cio, especula-se que a IBM vÃ¡ cumprir a sua<br />
parte em um acordo, no qual prometia outros 50 milhÃµes de dÃ³lares em<br />
investimentos para a Novell. AlÃ©m disso tudo, a Novell publicou em seu<br />
site provas que considera definitivas para comprovar Ã  SCO que ainda Ã©<br />
a possuidora dos direitos sobre o cÃ³digo-fonte original do Unix.</p>
<p>A empresa SCO, que se diz tambÃ©m detentora dos direitos do Unix e, por<br />
isso, exige pagamento de licenÃ§as pelo uso do sistema, faz a sua parte<br />
no tabuleiro: depois de atacar a IBM e RedHat, enviar cartas ameaÃ§ando<br />
processar usuÃ¡rios de GNU/Linux e provocar o Google, rebate em seu site<br />
as informaÃ§Ãµes da Novell, confirmando seus direitos sobre o Unix e<br />
contra-atacando, ameaÃ§ando processÃ¡-la pela compra da SuSE.</p>
<p>No meio de toda a confusÃ£o, a Hewlett-Packard (HP) anuncia que suas<br />
receitas de negÃ³cios com Linux ultrapassaram 2,5 bilhÃµes de dÃ³lares no<br />
ano passado, dizendo-se ser uma das principais concorrentes no mercado<br />
em torno do sistema operacional GNU/Linux.</p>
<p>E numa estratÃ©gia mal calculada, a Microsoft anunciou o encerramento do<br />
suporte aos sistemas Windows 98, Windows 98 SE e Windows ME para<br />
janeiro deste ano. PorÃ©m, segundo a empresa, sofreu resistÃªncia por<br />
parte de pequenos clientes e mercados emergentes, que necessitavam de<br />
mais tempo para fazer seus upgrades. A estratÃ©gia teve de ser corrigida<br />
estendendo o prazo de suporte pago atÃ© meados de 2006.</p>
<p>Assim continuaremos, cada lado com suas tÃ¡ticas e estratÃ©gias. Ataques,<br />
defesas. Como num jogo de xadrez, nada serÃ¡ feito sem pensar o<br />
bastante. Um movimento em falso e o jogo pode terminar rÃ¡pido. Com<br />
movimentos bem pensados&#8230; ficaremos horas entretidos.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O que mais sobre Software Livre â€“ parte 2</title>
		<link>http://webyes.com.br/2003/09/27/o-que-mais-sobre-software-livre-%e2%80%93-parte-2/</link>
		<comments>http://webyes.com.br/2003/09/27/o-que-mais-sobre-software-livre-%e2%80%93-parte-2/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Sep 2003 16:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giovani</dc:creator>
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		<category><![CDATA[floss]]></category>
		<category><![CDATA[pt-br]]></category>

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		<description><![CDATA[Do que vocÃª tem medo hoje, quando falamos apenas em software? Sim&#8230; Imagino. VÃ­rus e softwares piratas encabeÃ§am a lista dos mais temidos. Vamos falar hoje sobre a pirataria e sua soluÃ§Ã£o com Software Livre. O problema jÃ¡ conhecemos hÃ¡ tempo. A campanha anti-pirataria de software estÃ¡ nas ruas hÃ¡ quatorze anos &#8211; desde 1989. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do que vocÃª tem medo hoje, quando falamos apenas em software? Sim&#8230;<br />
Imagino. VÃ­rus e softwares piratas encabeÃ§am a lista dos mais temidos.<br />
Vamos falar hoje sobre a pirataria e sua soluÃ§Ã£o com Software Livre.</p>
<p>O problema jÃ¡ conhecemos hÃ¡ tempo. A campanha anti-pirataria de<br />
software estÃ¡ nas ruas hÃ¡ quatorze anos &#8211; desde 1989. Por volta de<br />
1992, a BSA (Business Software Alliance) &#8211; entidade norte-americana que<br />
reÃºne os principais produtores de software no mundo &#8211; decidiu unir<br />
forÃ§as com a ABES (AssociaÃ§Ã£o Brasileira das Empresas de Software),<br />
para combater essa prÃ¡tica ilÃ­cita.</p>
<p>A ABES divulgou uma pesquisa, em junho de 2003, apontando que nos<br />
Ãºltimos oito anos a pirataria de software no Brasil caiu de 77% para<br />
55%. Segundo o IDC, se esta taxa baixasse 10% nos prÃ³ximos quatro anos,<br />
seriam gerados no PaÃ­s 13 mil novos empregos, a arrecadaÃ§Ã£o de impostos<br />
aumentaria em quase R$ 1 bilhÃ£o e a receita da indÃºstria local<br />
receberia uma injeÃ§Ã£o de R$ 7 bilhÃµes.</p>
<p>O que vemos atualmente em todo o planeta nÃ£o Ã© muito diferente. No<br />
VietnÃ£, 95% dos softwares vendidos sÃ£o piratas. Em segundo lugar<br />
aparece a China, com 92% e, em terceiro, a RÃºssia, com 89%. Na AmÃ©rica<br />
Latina, a NicarÃ¡gua Ã© o paÃ­s com o mais alto Ã­ndice de pirataria, com<br />
77%, seguida pela BolÃ­via (74%) e El Salvador (68%). Apesar destes<br />
nÃºmeros, a mÃ©dia mundial de pirataria ficou em 39% em 2002.</p>
<p>De acordo com a lei brasileira, cabe ao empresÃ¡rio responder por<br />
qualquer irregularidade que ocorra na companhia, inclusive as<br />
praticadas por funcionÃ¡rios. Muitas empresas ainda fazem vistas grossas<br />
aos perigos de hospedar softwares piratas em suas instalaÃ§Ãµes. Elas<br />
ainda nÃ£o se deram conta do perigo que correm. A ABES dispÃµe de um<br />
serviÃ§o gratuito, chamado TelePirata (fone 0800-110039), que Ã© uma<br />
central para recebimento de denÃºncias sobre o uso de cÃ³pias ilegais de<br />
software. Qualquer pessoa pode fazer a denÃºncia, inclusive de forma<br />
anÃ´nima. Segundo a prÃ³pria entidade, a maioria das denÃºncias vÃªm de<br />
ex-funcionÃ¡rios. Aos mais interessados, informaÃ§Ãµes sobre as penas<br />
relativas Ã  violaÃ§Ã£o de direitos autorais estÃ£o na Lei 9.608/98 (pena<br />
de detenÃ§Ã£o de 6 meses a 4 anos mais multa).</p>
<p>As micro e pequenas empresas acreditam que apenas as grandes<br />
corporaÃ§Ãµes estÃ£o na mira de campanhas anti-pirataria como as da ABES e<br />
BSA. PorÃ©m, mais de 80% das aÃ§Ãµes judiciais sÃ£o movidas contra as<br />
pequenas empresas. Nessas campanhas consegue-se apreender equipamentos,<br />
lacrar instalaÃ§Ãµes, impor altas multas e acabar com o sonho de um<br />
empreendedor. Do diretor ao office-boy, todos sofrem as sanÃ§Ãµes da lei.<br />
Mesmo que o gerente de informÃ¡tica peÃ§a demissÃ£o apÃ³s a aÃ§Ã£o, ainda<br />
assim ele continuarÃ¡ respondendo o processo. A vida pessoal e<br />
profissional fica comprometida, muitas vezes de modo irreversÃ­vel.</p>
<p>NÃ£o esqueÃ§a tambÃ©m que o usuÃ¡rio domÃ©stico que compra software pirata<br />
estÃ¡ sujeito Ã  mesma puniÃ§Ã£o aplicada a quem vende. Nas aÃ§Ãµes, as<br />
autoridades policiais apreendem listas com nomes de compradores, que<br />
podem ser indiciados posteriormente.</p>
<p>Mas enfim, o que isto tudo tem a ver com Software Livre? Muito simples.</p>
<p>Quem deseja ter um final feliz nesta histÃ³ria precisa investir em<br />
prevenÃ§Ã£o, certo? EntÃ£o comece, por exemplo, levantando os softwares<br />
que realmente sÃ£o necessÃ¡rios para o desempenho das funÃ§Ãµes dentro da<br />
empresa e procure alternativas livres. Com Software Livre, sua empresa<br />
perde a preocupaÃ§Ã£o com as campanhas anti-pirataria e multas<br />
astronÃ´micas, vocÃª e seus funcionÃ¡rios sentirÃ£o mais seguranÃ§a e<br />
poderÃ£o, inclusive, utilizar os softwares em suas casas ou em novas<br />
mÃ¡quinas no escritÃ³rio sem qualquer tipo de problema. NÃ£o esqueÃ§a â€“<br />
claro â€“ de contratar uma empresa que lhe dÃª o suporte adequado. O<br />
Software Livre permite a redistribuiÃ§Ã£o e cÃ³pia do produto.</p>
<p>Continue o processo incluindo em seus contratos de admissÃ£o uma<br />
clÃ¡usula que proÃ­be terminantemente a prÃ¡tica de pirataria na empresa.<br />
Uma vez cientes do fato, os funcionÃ¡rios pensarÃ£o duas vezes antes de<br />
praticÃ¡-la, jÃ¡ que podem ser punidos com demissÃ£o por justa causa: isso<br />
Ã© apenas o ponto de partida para que uma nova cultura tome forma em sua<br />
organizaÃ§Ã£o, com a consolidaÃ§Ã£o de uma polÃ­tica anti-pirataria e<br />
prÃ³-Software Livre, que aquece o mercado de desenvolvimento de software<br />
e termina com as prÃ¡ticas ilegais e de sonegaÃ§Ã£o que advÃ©m da aÃ§Ã£o da<br />
pirataria.</p>
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		<title>O que mais sobre Software Livre? â€“ parte 1</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jul 2003 15:59:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giovani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje em dia muitos jÃ¡ ouviram falar. Alguns dizem que usam, outros jÃ¡ viram quem usa e dizem que Ã© bom, e outros ainda nunca viram alguÃ©m usar. Ah sim&#8230;, hÃ¡ tambÃ©m aquela minoria que insiste em dizer que software livre nÃ£o presta. O que mais precisamos saber sobre Software Livre? Pra comeÃ§ar, temos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje em dia muitos jÃ¡ ouviram falar. Alguns dizem que usam, outros jÃ¡<br />
viram quem usa e dizem que Ã© bom, e outros ainda nunca viram alguÃ©m<br />
usar. Ah sim&#8230;, hÃ¡ tambÃ©m aquela minoria que insiste em dizer que<br />
software livre nÃ£o presta. O que mais precisamos saber sobre Software<br />
Livre?</p>
<p>Pra comeÃ§ar, temos que desmistificar algumas coisas que jÃ¡ ouvimos<br />
falar ou pior, que ainda nos falam por aÃ­. O primeiro e mais importante<br />
destes mitos Ã© â€œSoftware Livre Ã© o Linuxâ€. NÃ£o. Software livre nÃ£o Ã© sÃ³<br />
o â€œpingÃ¼imâ€. Antes disso, Linux nÃ£o Ã© Linux, Ã© GNU/Linux, pois Ã© uma<br />
parte do Projeto GNU, o qual nÃ£o cabe comentar hoje. Chamamos apenas de<br />
Linux sabe-se lÃ¡ porquÃª, mas o certo Ã© GNU/Linux. Assim, apÃ³s este<br />
breve esclarecimento, temos que saber tambÃ©m que o GNU/Linux Ã© o caso<br />
mais famoso de software livre no mundo e que hÃ¡ muito software livre<br />
por aÃ­ para Windows. Isso mesmo, a filosofia de software livre se<br />
aplica a quem usa Windows tambÃ©m, embora o Windows nÃ£o seja um software<br />
livre. O OpenOffice (<a href="http://www.openoffice.org" class="liexternal">www.openoffice.org</a>), por exemplo, Ã© um software<br />
livre que funciona no GNU/Linux e no Windows, basta baixar a versÃ£o<br />
correspondente.</p>
<p>Se a sua empresa ainda paga a fortuna que custa uma suÃ­te do MS Office<br />
(Word, Excel, PowerPoint&#8230;), deveria experimentar o OpenOffice. Acesse<br />
o site, baixe a versÃ£o em portuguÃªs e instale no seu computador. Comece<br />
a utiliza-lo em paralelo com o MS Office e perceba que muitos dos seus<br />
documentos criados nos formatos proprietÃ¡rios da Microsoft (.doc, .xls,<br />
.ppt, etc&#8230;) abrem sem problemas no OpenOffice. Navegando na internet<br />
vocÃª vai encontrar ainda muitos outros softwares livres que fazem quase<br />
tudo que vocÃª precisa no seu escritÃ³rio ou em casa. Basta saber<br />
procurar.</p>
<p>O segundo mito a ser esclarecido Ã© â€œSoftware Livre Ã© software grÃ¡tisâ€.<br />
NÃ£o podemos entender dessa forma, pois a filosofia de software livre<br />
criou um novo modelo de negÃ³cios, nÃ£o mais baseado em produtos, mas sim<br />
baseado em serviÃ§os e relacionamento com o cliente. Uma vez que vocÃª<br />
decidir implantar softwares livres em sua empresa, deve analisar custos<br />
com suporte, manutenÃ§Ã£o, desenvolvimento, configuraÃ§Ã£o e instalaÃ§Ã£o.<br />
Isso nÃ£o Ã© muito diferente de quando resolvemos implantar as novas<br />
versÃµes de softwares proprietÃ¡rios, nÃ£o Ã© mesmo? Assim, a palavra<br />
â€œlivreâ€ nÃ£o deve mais carregar a conotaÃ§Ã£o de gratuidade, mas sim de<br />
liberdade.</p>
<p>E a liberdade da qual se trata quando falamos em software livre deve<br />
ser entendida como a â€œliberdade de acesso ao conhecimento implÃ­cito dos<br />
programasâ€, ou seja, todo conhecimento embutido em determinado<br />
software, mas que sÃ³ Ã© acessÃ­vel a quem entende a linguagem de<br />
programaÃ§Ã£o. Sendo o software â€œlivreâ€, Ã© permitido nÃ£o sÃ³ o acesso a<br />
este conhecimento, mas tambÃ©m modificaÃ§Ãµes e derivaÃ§Ãµes dele.</p>
<p>Essa liberdade, gerada por uma licenÃ§a chamada GPL (General Public<br />
License), faz com que fiquemos isentos do pagamento de licenÃ§as de<br />
software â€“ ou royalties, o que normalmente promove uma grande economia<br />
e faz a grande propaganda do Software Livre. PorÃ©m, nÃ£o Ã© essa economia<br />
o Ãºnico atrativo dos softwares livres. Ainda temos mais â€“ muito mais â€“<br />
pela frente.</p>
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		<title>O Projeto Software Livre e o Impacto Empresarial</title>
		<link>http://webyes.com.br/2003/07/15/o-projeto-software-livre-e-o-impacto-empresarial/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2003 15:58:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giovani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Assistimos no inÃ­cio deste mÃªs o IV FÃ³rum Internacional de Software Livre, realizado na PUCRS, em Porto Alegre. Como jÃ¡ acontece desde o ano 2000, este evento, promovido pelo Projeto Software Livre RS (www.softwarelivre.org) tem como objetivo juntar universidades, governos, hackers e empresas em um sÃ³ ambiente, para formaÃ§Ã£o de novos negÃ³cios, novas pesquisas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assistimos no inÃ­cio deste mÃªs o IV FÃ³rum Internacional de Software<br />
Livre, realizado na PUCRS, em Porto Alegre. Como jÃ¡ acontece desde o<br />
ano 2000, este evento, promovido pelo Projeto Software Livre RS<br />
(www.softwarelivre.org) tem como objetivo juntar universidades,<br />
governos, hackers e empresas em um sÃ³ ambiente, para formaÃ§Ã£o de novos<br />
negÃ³cios, novas pesquisas e troca de conhecimentos.</p>
<p>O conceito de Software Livre surgiu com Richard Stallman e a Free<br />
Software Foundation por volta de 1985. Software Livre na verdade Ã© uma<br />
questÃ£o de liberdade, nÃ£o de preÃ§o. Mais precisamente, ele se refere a<br />
quatro tipos de liberdade para os usuÃ¡rios do software:</p>
<ul>
<li> Liberdade de executar o programa, para qualquer propÃ³sito;</li>
<li> Liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptÃ¡-lo para as<br />
suas necessidades. O acesso ao cÃ³digo-fonte Ã© um prÃ©-requisito para<br />
esta liberdade;</li>
<li> Liberdade de redistribuir cÃ³pias;</li>
<li> Liberdade de aperfeiÃ§oar o programa, e liberar os seus<br />
aperfeiÃ§oamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie. Novamente<br />
o acesso ao cÃ³digo-fonte Ã© um prÃ©-requisito para esta liberdade.</li>
</ul>
<p>Um programa Ã© software livre se os usuÃ¡rios tÃªm todas essas liberdades.<br />
Com a expansÃ£o desta filosofia pelo mundo inteiro, as empresas tambÃ©m<br />
comeÃ§am a avaliar como esta nova forma de fazer negÃ³cios pode impactar<br />
sobre suas atividades. Ainda assim, estas empresas enfrentam temores<br />
que as impedem de prosseguir em muitos de seus projetos que utilizam<br />
tecnologias livres. Aos poucos, muitos destes temores vÃ£o sendo<br />
desmistificados, enquanto outros vÃ£o sendo absorvidos pela comunidade<br />
de software livre, na tentativa de qualificar ainda mais os novos<br />
sistemas.</p>
<p>Analisando o avanÃ§o das tecnologias de internet nos Ãºltimos anos, as<br />
empresas comeÃ§aram a notar a necessidade de interagir com mais<br />
velocidade, na tentativa de competir com potenciais concorrentes. A<br />
migraÃ§Ã£o de sistemas â€œoff-lineâ€ para sistemas construÃ­dos em plataforma<br />
web permite que as empresas se beneficiem dessas inovaÃ§Ãµes trazidas<br />
pela internet, afim de estabelecer um novo padrÃ£o de comunicaÃ§Ã£o. Os<br />
custos destas migraÃ§Ãµes deverÃ£o ser absorvidos pelas empresas de uma<br />
forma ou de outra, entÃ£o, porque a escolha por software livre? A<br />
reduÃ§Ã£o de custos com softwares livres dÃ¡-se principalmente atravÃ©s da<br />
inexistÃªncia de licenciamento do software. Uma vez livre, Ã© possÃ­vel<br />
utilizar cÃ³pias em quantas mÃ¡quinas cliente ou servidor forem<br />
necessÃ¡rias, sem custos extras, e por perÃ­odo indeterminado.</p>
<p>Por estes e muitos outros motivos, a filosofia de Software Livre vem a<br />
cada dia tomando mais forma e ganhando novos adeptos. Para o ano que<br />
vem estÃ¡ certa a realizaÃ§Ã£o do V FÃ³rum Internacional de Software Livre,<br />
em Porto Alegre, e o Projeto Software Livre Brasil jÃ¡ Ã© uma realidade<br />
com apoio do Governo Federal, universidades, empresas e usuÃ¡rios de<br />
todo o paÃ­s.</p>
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